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Concorrência entre os bancos traz benefícios a quem tem imóvel financiado.

Na guerra pelo crédito à habitação, quem pode poupar é você!

Entenda porquê.

 

Neste momento, há várias campanhas em vigor em que as instituições financeiras ou isentam determinados custos de processo ou se comprometem a assegurar as despesas que os clientes enfrentam quando decidem transferir os empréstimos da casa de um banco para outro, em busca de spreads mais vantajosos.

Clique sobre a imagem para conhecer suas possibilidades de poupanças.

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Um regresso ao passado

Trata-se de quase um regresso ao passado, antes ainda da crise financeira, altura em que a “guerra” no crédito estava instalada e os bancos se digladiavam por capturar o máximo de clientes possível para as suas soluções de financiamento. “Na verdade não é nada de novo, se compararmos com o que já aconteceu no passado”, diz precisamente Filipe Garcia, economista da IMF, salientando que “é a evolução natural da concorrência neste mercado e que mostra que os bancos estão interessados em ter crédito hipotecário“.

De facto, a política monetária do BCE e a consequente descida dos juros para mínimos históricos e negativos veio impor aos bancos a necessidade de injetarem o máximo de liquidez possível no mercado. Conceder crédito passou a figurar no topo das prioridades da banca, que também procura tirar partido das vantagens em termos da cobrança de comissões.

m combinação com a melhoria das perspetivas financeiras das famílias após a crise, as consecutivas revisões em baixa dos spreads têm ajudado a puxar pelos níveis de concessão de crédito. Nos primeiros sete meses do ano, os novos empréstimos para a compra de casa ascenderam a 5.693 milhões de euros, um acréscimo de 26% quando comparado com a quantia disponibilizada no mesmo período do ano passado.

Na luta pela maior fatia do mercado há bancos que têm ainda apostado na disponibilização de crédito “rápido”, enquanto outros procuram “roubar” clientes à concorrência através da oferta de “descontos” nas despesas associadas à mudança do crédito de um banco para outro.

No bolso dos clientes essa estratégia pode valer poupanças na ordem das centenas de euros. As regras determinam a cobrança de uma comissão de transferência do crédito de até 0,5% do valor do capital a transferir, no caso do crédito de taxa variável, e de até 2% no caso dos empréstimos de taxa fixa.

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Assumindo o exemplo de um crédito em que ainda falta abater 50 mil euros de capital, o custo da mudança poderá chegar até aos 250 euros no caso da taxa variável. Na taxa fixa, assumindo o mesmo capital, o encargo pode atingir os mil euros.

A mudança de banco é uma opção que deve ser ponderada caso a caso, sendo indicada para famílias que contraíram empréstimos há mais de 18 meses, que devem verificar se podem melhorar as suas condições, nomeadamente de spread.

Antes de mudar, contudo, faz sentido apresentar o caso um especialista que tenha autorização do Banco de Portugal para intermediar e negociar o crédito à habitação diretamente com diversos bancos. Assim, terá uma pesquisa mais abrangente e a oportunidade de valores de poupanças mais atrativos.

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