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Novo crédito para compra de casa atinge máximo de 2010 no primeiro semestre

A nova concessão de crédito para a compra de casa ultrapassou os 4,9 mil milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, revelam os dados do Banco de Portugal.

Os bancos emprestaram mais de 4,9 mil milhões de euros às famílias para a compra de casa no primeiro semestre deste ano, valor que representa uma subida de 3% em relação a igual período do ano passado. Este é também o valor mais elevado desde o primeiro semestre de 2010, altura em que a nova concessão de crédito à habitação ultrapassava os 5 mil milhões de euros.

Os dados foram divulgados, esta terça-feira, 13 de agosto, pelo Banco de Portugal, que dá conta de que os bancos nacionais emprestaram 849 milhões de euros para a compra de casa no mês de junho. Considerando o acumulado dos seis primeiros meses do ano, a nova concessão de crédito para esta finalidade totalizou 4.931 milhões de euros.

O valor registado em junho representa, ainda assim, uma quebra 8,4% face aos 927 milhões concedidos em maio deste ano, e uma diminuição de 14% em relação a junho do ano passado.

Este aumento da concessão de crédito para a compra de habitação acontece numa altura em que os bancos procuram alternativas para compensar o ambiente de taxas de juro em valores historicamente baixos. Perante esta evolução, o Banco de Portugal anunciou, no ano passado, uma medida macroprudencial para evitar excessos na concessão de novos créditos, impondo contratos com prazos mais curtos, taxas de esforço mais restritivas e um limite de financiamento até 90% do valor do imóvel.

Apesar das medidas impostas pelo regulador, os bancos continuam a acelerar a concessão de crédito às famílias. No primeiro semestre deste ano, só a concessão de crédito ao consumo diminuiu, ao registar uma quebra de 2,6% em relação ao ano passado, para 2.279 milhões de euros. Por outro lado, para além do crédito à habitação, também a concessão de financiamento para outros fins aumentou em mais de 8%, totalizando 981 milhões de euros.

Crédito às empresas recua

Em sentido contrário, o crédito às empresas registou uma ligeira quebra, devido à contração do financiamento às grandes empresas. No primeiro semestre, as novas operações de crédito até um milhão de euros totalizaram 9.079 milhões, mais 5% do que há um ano. Já os novos créditos acima de um milhão de euros ascenderam a 5.963 milhões, menos 8% do que no primeiro semestre do ano passado.

Feitas as contas, os bancos financiaram as sociedades não financeiras em 15.042 milhões de euros no primeiro semestre, o que corresponde a uma diminuição de 0,7% face aos primeiros seis meses do ano passado.

 

Fonte:https://www.jornaldenegocios.pt/

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