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Cerca de 90% dos intermediários de crédito ainda não estão registados

A ACAP e a ASFAC estimam que só 10% dos intermediários de crédito estejam registados no Banco de Portugal. Quem não estiver, não pode exercer a actividade a partir de 2019

Apenas 10% dos intermediários de crédito já conseguiram o registo junto do Banco de Portugal, até ao momento. A estimativa é da ACAP (Associação Automóvel de Portugal) e da ASFAC (Associação de Instituições de Crédito Especializado).

Isso significa que, no próximo ano, cerca de 90% destas entidades não poderão exercer a sua actividade, até que este registo seja obtido. Assim, solicitam ao Governo um adiamento do prazo para o registo.  

No início deste ano, as pessoas singulares e colectivas que tenham como actividade a intermediação de crédito (e não a sua concessão) passaram a estar obrigadas a fazer o pedido de registo junto do Banco de Portugal. E têm até 31 de Dezembro para o fazer sob pena de não poderem exercer a sua actividade, a partir do próximo ano. 

Numa newsletter publicada esta quarta-feira, a “ACAP e a ASFAC alertam a Entidade Supervisora e o secretário de Estado Adjunto e das Finanças para o risco de 90% das empresas ficarem impedidas de exercer esta actividade [intermediação de crédito] em 2019”. Isto porque, segundo estas associações, no mês de Outubro estavam registadas apenas 10% das empresas que exercem a actividade de crédito ao consumo.

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Estas associações alertam para as dificuldades que se têm registado no processo, nomeadamente o facto de o seguro de responsabilidade civil profissional que é exigido só ter passado a ser disponibilizado em Abril. Algo que reduziu o período de apresentação do pedido de registo de 12 para nove meses. 

“A ACAP tem também conhecimento de que em Outubro apenas 2.000 intermediários de crédito terão submetido o pedido de autorização junto do Banco de Portugal”, refere o mesmo documento. 

As associações temem, assim que, cerca de 90% fiquem impedidas de realizar a sua actividade no próximo ano, o que vai limitar as vendas com recurso ao crédito, que no caso do sector automóvel representa quase 70% do total. “Esta situação terá um impacto directo na economia a nível do PIB resultante da drástica redução da actividade comercial”, alertam as associações que solicitaram ao Governo um alargamento do prazo para o registo.

Fonte: https://www.jornaldenegocios.pt

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