O crédito para compra de habitação ascendeu em maio a 927 milhões de euros, o valor mais alto desde junho de 2018 quando o Banco de Portugal colocou um travão ao seu financiamento para evitar uma nova vaga de crédito malparado
Os bancos concederam mais 123 milhões de euros para compra de casa de abril para maio, ascendendo o valor a 927 milhões nos primeiros cinco meses do ano. Dados do Banco de Portugal revelam que este montante apenas foi superado em junho de 2018 quando foram impostas novas regras para conter a subida do crédito, nomeadamente face ao valor do empréstimo (80%) do total e nível de esforço do rendimento das famílias (50%) e ao prazo de financiamento (de 40 anos para 30 anos até 2022)
No conjunto do crédito concedido (habitação, consumo e outros fins) em maio o montante ascendeu a 1,1 mil milhões de euros.
Esta subida acima dos 900 milhões de crédito é a primeira depois do valor mais alto em junho de 2018 rondar os 1000 milhões de euros. Um ano depois dos limites estabelecidos pelo supervisor, liderado por Carlos Costa, esta subida do crédito para compra de casa deve-se também a uma descida das taxas de juros praticadas. Nas novas operações de crédito a particulares a taxa de juro médio diminuiu 2 pontos base para 1,3% o que corresponde a um mínimo histórico, avança o Banco de de Portugal.
Também o crédito ao consumo registou uma subida de 72 milhões de euros de abril para maio, ascendendo em maio a 435 milhões de euros. Neste segmento do crédito ao consumo a taxa de juro média praticada 7,7%. Já quanto ao crédito concedido para outras finalidades o valor ascendeu a 178 milhões de euros em maio, um crescimento de 19 milhões de euros face a abril, sendo a taxa de juro média aplicada de 3,89%
